Sou como a Lua! Outrora tão cheia de mistérios, agora tão desvendada. Marcas foram deixadas,bandeiras asteadas. Cintilante, mas tão deserta. De solo frio e gelada.
Sou como a Lua, vasculhada e inexplicada. Condenada à ser para sempre explorada. Nos caminhos, só pegadas! Tão vazia e inabitada!
Sou como a Lua, que empresta os raios do Sol, para poder brilhar. Que está sempre entre estrelas, com medo de se apagar. Que não acredita que és tão forte, capaz de enfurecer o mar!
Ah, Lua! Que bom Deus me destes olhos prá te admirar. Lamento meus braços pequenos, não poderem te alcançar. Mas Deus é justo nas coisas, e tudo faz sem errar. Porque ,se braços longos me desse, você eu iria roubar!
Sem rodeios, ele chegou oferecendo flores. Elogiou o meu sorriso, me fazendo rir. Não exigiu nada de mim, apenas meu nome, antes de ir.
No segundo encontro casual, ofereceu-me uma taça de champagne, e brindou à minha beleza. E eu, que já me achava tão sem graça, comecei a me sentir princesa.
E cada vez que eu o via, ficava cada vez mais encantada. Seu romantismo e seu respeito por mim, deixaram-me apaixonada!
Até que um dia, um beijo ele me roubou! Foi o assalto mais perfeito que minha boca já provou!
E quando aconteceu de nossos corpos se unirem, ele respeitou meu tempo e meus medos. Elogiou cada parte do meu corpo, sem notar os meus "defeitos".
E fêz-me descobrir prazeres, jamais imaginados. Mais do que luas e estrelas, com ele sentí tornados!
Mas de repente, o castelo desmoronou! Descobrí que era um sonho, quando o despertador tocou. Tentei até dormir de novo,mas o sonho não voltou. Talvez porque o homem ideal, nem Deus ainda inventou!